quinta-feira, dezembro 28, 2006

Os Consulados de Portugal e os Portugueses de França


Por José Machado – Presidente da Federação FAPF
A rede consular em França prestou, ao longo a sua história, relevantes serviços aos portugueses imigrados neste país desde a década de 60.
Por esses anos, a comunidade portuguesa tinha necessidades diferentes das de hoje ; é por isso de grande importancia a constante preocupação das autoridades portuguesas em adaptar a rede consular à evolução sociológica dessa mesma comunidade.

Hoje, a comunidade portuguesa, 40 anos depois da sua chegada, caracteriza-se pelo seu massivo e acelerado envelhecimento. Os quase 200 mil portugueses hoje reformados pelo sistema francês, vão seguramente multiplicar-se por 3 ou 4 nós próximos dez anos, isto num universo de à volta de 1 milhão de pessoas.

Hoje a comunidade portuguesa é representada por mais de 800 associações, regidas pela Lei francesa de 1901, as quais, ao longo da sua história, foram ferramentas indispensaveis ao serviço da comunidade e da língua e culturas portuguesas.
Esta densa e dinamica rede associativa, atravessa hoje um periodo crucial para a sua futura sobrevivência, devido ao inevitavel envelhecimento dos seus quadros dirigentes, à dificuldade em renovar esses quadros e à inadaptaçao desse modelo associativo aos novos tempos. Nos próximos dez anos, inevitavelmente, uma grande parte das nossas associações deixará de existir.

Hoje a comunidade portuguesa, que passou a maior parte da sua vivência privada dos seus direitos politicos (somente em 2001 pôde votar para o Presidente da Répública portuguesa e para as autarquias francesas pelo Tratado de Maastricht), continua a sofrer desse défice democrático, simbolizados pelos somente 10 % de recenseados nos consulados e câmaras francesas e pela quase inexistente intervenção no espaço público francês.
Esta “invisibilidade” da nossa comunidade, tem as suas consequencias, em termos de influência e de conquista de novos direitos (ver a situação da língua portuguesa e as dificuldades em integrar o seu ensino no sistema oficial francês…), tanto em relação à França como em relação a Portugal, como nos quisemos afirmar, com a palavra de ordem que marcou as campanhas da nossa Federação das Associações : “Quem não vota, não conta !”
Os quase 300 representantes nossos nas câmaras francesas, após as eleições autárquicas de 2001, não chegam para colmatar essa brecha, seja porque não foram propulsados pelo voto dos portugueses para esses cargos, seja pelas insuficiências de formação e competência demonstradas por uma grande parte, devido à sua falta de experiência.

Hoje, a comunidade portuguesa tem as maiores dificuldades em ter ao seu serviço uma rede de ensino que possibilite aos seus filhos a aprendizagem da nossa língua, depois de ter conhecido um período, nos anos 80/90, em que chegou a ter mais de 60 mil jovens alunos e à volta de 400 professores a enquadrar esse ensino. A situação a que se chegou, não é somente da culpa dos país, como tendem a afirmar aqueles que querem “sacudir a água do capote”, evacuando as responsabilidades dos dois Estados nessa situação.

Hoje, a comunidade portuguesa ja não é somente representada por centenas de milhares de homens e mulheres, de origem rural para a sua maior parte, que nunca conseguiram uma real integração no tecido social e no espaço publico francês, mas também por algumas centenas de milhares de jovens da segunda e terceira gerações, cujas necessidades socio-culturais são profundamente diferentes das dos seus país e avós.

Depois desta sintetica fotografia da comunidade portuguesa de França, passemos agora aquilo que eu penso ser necessário para que os Consulados de Portugal possam corresponder à nova situação criada e responder às necessidades emergentes dessa mesma situação.

1. Os Consulados portugueses deveriam ver reforçados os seus serviços sociais com funcionários competentes em matéria de segurança social (em particular no referente aos sistemas de reforma dos dois países).
Além disso, um serviço de traduções (em particular nos principais postos consulares) responde a uma necessidade premente, devido à dificuldade em encontrar traductores oficiais e ao elevadíssimo preço que têm de pagar, particularmente, as pessoas de fracos recursos economicos.

2. Os postos consulares e missões diplomáticas, não deveriam estar fechados nos dias feriados portugueses e nos do país de acolhimento. Além de tal circunstancia, acumulada com as férias, ausentar os funcionários do serviço por longos períodos, sem igual comparação na função pública, isso dificulta imenso o recurso dos portugueses aos consulados. Há numerosos exemplos de portugueses que se deslocam ao consulados sem saberem que é dia feriado em Portugal ... e “baterem com o nariz na porta” depois de perderem um dia de trabalho.
Os consulados deveriam estar fechados nos feriados portugueses e abertos nos feriados do país de acolhimento, facilitando assim aos utentes, a ida ao consulado, sem perderem dias de trabalho.

3. Os postos consulares deveriam estar munidos de pessoal competente em matéria de ensino (já houve professores regionais de apoio ...), de forma a informar os portugueses e os franceses que procuram informação que, até hoje, nem a coordenação do ensino, nem o Instituto Camões estão em medida de fazer (pela simples razão que nem sequer respondem aos telefones). Além disso, esses funcionários poderiam acompanhar as associações e as famílias, nas suas “démarches” junto das autoridades francesas (para criar novos cursos ou para resolver problemas nos existentes).

4. Os postos consulares deveriam ter um mínimo de meios para responder a situações pontuais de pequenos apoios a ser concedidos por decisão do consul. Assim evitar-se-iam situações lamentáveis, em que os consulados (ou a coordenação do ensino) dizem não poder difundir uma informação por não terem dinheiro para sêlos ou recusam pagar uma factura de 200 € para pagar alguns troféus para os premiados do Concurso Literário (o que era feito há muitos anos !).

5. A restructuração consular, feita “a camartelo” por José Cesario, deveria ter mantidos abertos os consulados de Bayonne e de Rouen. As razões estão suficientemente explanadas em diversos documentos, redigidos pela FAPF e pelo CCP dessa altura.
Se foram unicamente razões de ordem económica que motivaram tais decisões (foi-me garantido pelo 1° Ministro Durão Barroso, justificando-se com um sonoro : Não tenho dinheiro !), então seria preferível, e sê-lo-à no futuro, reduzir o numero de consules (de 3 na região parisiense para 1, por exemplo) e manter um serviço digno de apoio à comunidade, em vez de obrigar os portugueses a percorrer enormes distancias por um papel ... se o consulado estiver aberto!

6. Nos consulados deveriam existir funcionários que aconselhassem e ajudassem as associações a elaborar projectos e a preencherem os dossiers de pedidos de subsídios aos organismos portugueses e franceses.
Deveriam também, os consulados, organizar sessões de formação para dirigentes associativos, em parceria com as federações de associações. Tais iniciativas são possiveis e úteis ... e já se fizeram, com exito, no passado.

7. Um Departamento Social reforçado nos Consulados, permitiria descentralizar algumas permanências sociais (nas associações com instalações adequadas), evitando assim a muitos portugueses de se deslocarem ao consulado, por vezes inutilmente. Já houve experiências dessas no passado, tendo sido – algumas- suspensas por falta de pessoal consular para o garantir.

8. Deve-se proceder a uma revisão dos preços dos actos consulares pagos pelos emigrantes portugueses. Os últimos aumentos, no reinado de José Cesario, que chegaram a 300 % para certos actos consulares, foram marcados por uma profunda injustiça.
Os portugueses no estrangeiro não devem ser prejudicados, com reduções dos apoios a conceder por Portugal, por causa do défice orçamental português.
Pela simples razão que não são eles que o causam, porque não sobrecarregam os serviços sociais em Portugal, porque aliviam o Fundo do Desemprego e, ainda por cima, enviam muito dinheiro para o país ... sem o qual o buraco orçamental seria muito maior.



Paris, 28 de Dezembro de 2006
José MACHADO
Presidente da Federação das Associações Portuguesas de França
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quinta-feira, dezembro 07, 2006

Carta aberta ao Governador do Banco de Portugal

Dr. Vítor Manuel Ribeiro Constâncio



Exmo Senhor Governador do Banco de Portugal,

Como deve saber, uma grande parte dos nossos compatriotas espalhados pelo Mundo aspiram, um dia, a regressar a Portugal e ao seu torrão natal. Para que tal hipotese se possa verificar nas melhores condições, Portugal tem por dever não criar obstáculos a este regresso.

Aparentemente não parece ser este o estado de espirito do sistema bancário em Portugal, pelos vistos apostado em manter os emigrantes portugueses fora das fronteiras do país.

O caso, a seguir exposto (outros idênticos já nos foram assinalados …) deveria preocupar V. Exa, como primeiro responsável do sistema bancário português, e levá-lo a tomar medidas urgentes, no sentido de modificar esta situação, tão paradoxal como injusta.

A situação :

1. O português signatário desta carta, decidiu regressar a Portugal, depois de 37 anos de trabalho em França. Para tal, dirigiu-se à agência bancária do Millennium BCP, na qual tem a sua conta, solicitando que cessem de lhe enviar os extratos bancários para a sua morada em França (como era habitual fazerem), devido ao seu regresso a Portugal.

2. O funcionário bancário, muito simpaticamente, explica que para tal mudança no envio dos extratos, seria necessário fornecer uma factura de telefone ou de electricidade com a nova morada em Portugal. Até aqui tudo bem, embora que, no caso de um regresso a Portugal mas na casa dos páis ou de familíares (por exemplo) tais facturas não seriam em nome do interessado …

3. Obediente, o interessado regressou no dia seguinte, com 2 facturas (telefone e electricidade), pensando que o problema seria sanado. Surpreendentemente, o mesmo funcionário do Millennium BCP exige agora um “atestado de residência” passado pela Junta de Freguesia, dado que o interessado morava no estrangeiro e, nestes casos, o Banco de Portugal obriga os Bancos a exigirem tal documento.

4. O interessado esforçou-se por explicar que somente dispunha de 2 dias em Portugal, com viagem de avião já marcada, e que tal documento seria dificil de obter, devido aos horários de abertura da Junta.
Foi explicado, também, que a morada em França deixava de existir a partir do 25 do corrente mês de Novembro, o que iria provocar o extravio dos extratos da conta, se estes continuassem a ser enviados !

5. Foi inglório o esforço de persuação, a exigência do “atestado de residencia” manteve-se, e o interessado deixou a agência do Millennium BCP sem poder resolver o seu problema, impeditivo do seu regresso a Portugal e susceptivel de criar uma grave situação de perda de extratos bancários pessoais.

6. No caminho para casa, por “milagre”, o interessado cruza-se com o Presidente da Junta de Freguesia ao qual explica a estranha situação em que se encontrava. Ficou muito surpreendido o Senhor Presidente da Junta … dado que, legalmente, a Junta somente passa um tal documento, a quem reside na freguesia hà mais de 1 ano.

7. Será possivel que a Banca em Portugal, a mando do Banco de Portugal, esteja a exigir, aos emigrantes que querem regressar, um documento que eles não podem obter ? Será possivel que queiram obrigar as Juntas de Freguesia a cometer ilegalidades (passando o dito atestado) para que estas situações sejam resolvidas ? Ninguem compreenderá em Portugal que um emigrante, quando regressa, não pode ter, simultaneamente, mais de 1 ano de residência no local onde acaba de chegar.

8. Foi o que aconteceu. O Presidente da Junta de Freguesia, compreendendo a gravidade da situação, e mesmo sabendo que o interessado não tinha 1 ano de residência, veio trazer-lhe a casa, às 21 h, o dito estranho documento, para ser entregue no dia seguinte na agência bancária.
E tal foi feito, tendo o interessado manifestado o seu descontentamento e a sua revolta perante esta situação, tão paradoxal como injusta.

9. Senhor Governador, na agência bancária onde tal documento foi exigido, foi categoricamente afirmado que tal situação lhes era imposta pelo Banco de Portugal.
Assim, Senhor Governador, se tal for verdade, vem o signatário propôr-lhe que anule urgentemente a exigência de um tal documento em tais situações.
Mas, se não é o Banco de Portugal que exige esse dito documento, vem o signatário desta Carta Aberta exigir que sejam tomadas medidas punitivas de um tal comportamento dos Bancos !
Se nada for feito, espero que tenha compreendido, Senhor Governador, que estão a impedir os emigrantes portugueses de regressarem a Portugal !


Paris, 7 de Dezembro de 2006



José MACHADO
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segunda-feira, novembro 27, 2006

Agenda de Dezembro 2006

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domingo, novembro 26, 2006

Lusa fala da "Escola em Timor" da Federação FAPF





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Les associations portugaises de France construiront une école au Timor Oriental



Communiqué de presse
Les associations portugaises de France construiront une école au Timor Oriental


Notre Fédération a mené, avec son réseau associatif portugais, une campagne de solidarité internationale de récolte de fonds pour construire “Une école pour Timor”. Cette campagne, avec d’autres partenaires et institutions françaises, entre finalement dans sa phase cruciale : le lancement de la construction d’une école au Timor Oriental.

Pour arriver jusqu’ici, un long et difficile chemin a été parcouru. Pendant toute cette période, rien n’a fait dévier notre Fédération de son objectif initial, ni le découragement face aux difficultés bureaucratiques si difficiles de vaincre.

Les fonds recueillis en France, avec le soutien de notre réseau associatif affilié, ont été complétés par un important don obtenu par l’UNESCO auprès de donateurs des Pays-Bas. Pour obtenir cette victoire, nous n’avons plus compté les heures de travail bénévole et de réunions au siège de la Fédération FAPF, au siège de l’UNESCO à Paris comme chez d’autres partenaires qui nous ont aidés dans cette phase décisive de notre projet.

De l’ensemble de ces partenaires, que nous remercions, nous rendons hommage au dévouement de l’Association France Timor-Leste pour leur collaboration à trouver au Timor Oriental une zone de construction et des interlocuteurs locaux à l’accompagnement des travaux de construction de “notre” école.

Il est de notre devoir, maintenant, de présenter des comptes à la communauté portugaise, aux associations portugaises, aux divers partenaires et à la presse. C’est pour cela que notre Fédération organisera une conférence-débat, conjointement organisée avec les associations France Timor-Leste et Benfica d’Achères, le samedi 25 novembre à 16h (voir notre site
www.fapf.org).

Le choix de la Ville d’Achères pour l’organisation de cette conférence-débat se justifie par les efforts locaux dès le début de cette campagne de récolte de fonds, de la grande ouverture sur ce projet de la part de la Municipalité d’Achères et de la mobilisation locale par l’association portugaise Benfica d’Achères.

Ainsi, notre projet entre dans sa phase décisive qui amènera les portugais de France jusqu’au Timor Oriental ; symbolisant la solidarité de la communauté portugaise de France et de son mouvement associatif vis-à-vis du peuple héroïque et martyrisé du Timor Oriental qui a su lutter et conquérir son indépendance, payant pour cela un très lourd tribu.

La solidarité avec le peuple du Timor Oriental a trouvé un profond écho en France et au Portugal, mais aussi dans la communauté portugaise de France.

Notre projet “Une école pour Timor” sera l’importante expression de cet extraordinaire mouvement de solidarité internationale.



Contacts directs :

José Machado – Coordinateur du projet “Une école pour Timor” à la Fédération FAPF
Tél. : [+33] (0)8.77.54.03.32 –
timor@fapf.org

Carlos Semedo – Président de l’association France Timor-Leste
Tél. : [+33] (0)6.81.78.76.13 –
francetimorleste@free.fr


Matériel de communication :

Affiche de la conférence-débat :
http://img487.imageshack.us/img487/1638/fapftimoraffichehqsitejb9.jpg

Invitation :
http://img294.imageshack.us/img294/4568/fapftimorinvitationlqyf5.jpg

Blog l’association France Timor-Leste :
http://timor-france.blogspot.com

Site de la Fédération FAPF :
www.fapf.org




Pour de plus amples informations, contactez :
Fédération des Associations Portugaises de France (FAPF)
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As associações portuguesas de França ajudam a construir : “Uma escola para Timor” !



Comunicado
As associações portuguesas de França ajudam a construir : “Uma escola para Timor” !


A Campanha de Fundos da acção de solidariedade internacional “Uma escola para Timor”, levada a cabo pela nossa federação, em colaboração com as suas associações federadas e outros parceiros e instituições francesas, entra finalmente na sua fase crucial : a construção da escola em Timor.

Para chegar até aqui, um longo e dificil caminho foi percorrido. Durante todo esse periodo, nada fez desviar a nossa federação do objectivo inicial, nem o desanimo perante as dificuldades burocráticas dificeis de vencer, nem as provocações oriundas de gente sem princípios que gostariam de ver esta importante acção cair por terra, pondo assim em causa a seriedade da nossa federação e dos seus dirigentes.

Os fundos recolhidos em França, com o apoio das associações portuguesas, foi finalmente completado com uma importante subvenção, obtida com o apoio da UNESCO. Foram necessárias, para obter esta vitória, muitas horas de trabalho e de reuniões, no seio da federação, na UNESCO em Paris e com outros parceiros que nos ajudaram nesta fase decisiva do projecto “Uma escola para Timor”.

Destes parceiros, destacamos, nesta ultima fase do projecto, a associação “France – Timor Leste”, cuja parceria foi decisiva, para encontrar em Timor a zona de construção e os interlocutores locais para o acompanhamento das obras de construção.

Para prestar contas desta campanha à comunidade portuguesa, às associações, aos diversos parceiros e à imprensa, a nossa federação leva a cabo uma conferência, conjuntamente com a associação “France – Timor Leste”, na cidade de Achères, Sábado 25/11 às 16h (ver o nosso site :
www.fapf.org).

A escolha desta cidade para a organização desta conferência, justifica-se pelos esforços dispendidos, no início da campanha de recolha de fundos, pela Câmara Municipal de Achères e pela associação portuguesa local “Benfica de Achères”, filíada na federação FAPF, além de outros parceiros locais.

Assim, entra na sua fase decisiva esta importante acção da nossa federação que levará o nome dos portugueses de França até Timor, simbolizando a solidariedade da comunidade portuguesa e do seu movimento associativo, para com o povo heróico e martir de Timor Leste, que soube lutar e conquistar a sua independência, pagando para isso um pesado tributo.

A solidariedade para com o Povo de Timor, encontrou um profundo eco em Portugal e no seio da comunidade portuguesa de França. O projecto “Uma escola para Timor”, foi uma expressão importante desse extraordinário movimento de solidariedade.

Receber notícias e informações da Federação FAPF :
inscricao.boletim@fapf.org



Contactos directos :

José Machado – Coordenador do projecto “Uma escola por Timor” na Federação FAPF
Telf. : [+33] (0)8.77.54.03.32 –
timor@fapf.org

Carlos Semedo – Presidente da “Associação France Timor-Leste”
Telf. : [+33] (0)6.81.78.76.13 –
francetimorleste@free.fr


Material de comunicação :

Cartáz da conferência-debate :
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Convite :
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Blog da “Associação France Timor-Leste” :
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Site da Federação FAPF :
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CONVITE : “Uma escola por Timor” – Conferência-Debate


“Uma escola por Timor” – Conferência-Debate
Sábado 25/11/2007 às 16h – Sede da associação “Benfica”

13 avenue de la Commune em Achères – Zona Industrial, a 100 m do hipermercado “Leclerc”
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“Uma escola por Timor” – Conferência-Debate


Sábado 25/11/2007 às 16h
Sede da associação “Benfica”

13 avenue de la Commune em Achères
Zona Industrial, a 100 m do hipermercado “Leclerc”


Hà mais de 7 anos, a Federação das Associações Portuguesas de França (FAPF) lançou, com o apoio do seu movimento associativo filíado, uma acção de recolha de fundos para o seu projecto “Uma escola por Timor” ; os donativos serviriam a construir e a administrar uma escola em Timor.

Esta campanha teve o apoio das associações na organização de debates, conferências e jantares com a animação da Federação FAPF.

Com o donativo do “Clube da UNESCO-Holanda”, este projecto vai entrar na sua 2ª fase de construção efectiva da dita escola em Casnafar (Díli).

Por serem conhecedores da realidade local e dos contactos in-situ, a nossa Federação solicitou o apoio técnico neste projecto à “Associação France Timor-Leste”. Atravês desta associação, a Federação recebeu apoio de empresas de construção e autoridades timorenses ; particularmente o Ministério da Educação da Républica Democrática de Timor-Leste na perenização da escola na rede ofícial de ensino com a colocação dum(a) professor(a) efectivo.


Contactos directos :

José Machado – Coordenador do projecto “Uma escola por Timor” na Federação FAPF
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mailto:timor@fapf.org?subject=Contacto%20via%20comunicado%20“Uma%20escola%20por%20Timor”%20(FAPF)

Carlos Semedo – Presidente da “Associação France Timor-Leste”
Telf. : [+33] (0)6.81.78.76.13 –
mailto:francetimorleste@free.fr?subject=Contacto%20via%20comunicado%20“Uma%20escola%20por%20Timor”%20(FAPF)


Material de comunicação :

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Convite :
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segunda-feira, junho 05, 2006

Programa da Federação das Associações Portuguesas de França

1. Representar a comunidade portuguesa e o seu movimento associativo junto das autoridades portuguesas, francesas, européias e internacionais,

2. Abrir o movimento associativo português à juventude e criar condições para a tomada de responsabilidades da juventude portuguesa ou de origem portuguesa,

3. Criar estruturas necessárias para defender o movimento associativo e impedir a utilização das associações e da comunidade portuguesa por entidades estranhas ao associativismo,

4. Agir no sentido da plena integração social da comunidade portuguesa na sociedade francesa, defendendo as suas particularidades culturais e linguísticas,

5. Defender e dinamizar uma informação adaptada às necessidades e características da emigração portuguesa,

6. Defender e conquistar novos direitos sociais, cívicos e culturais para a comunidade portuguesa em França,

7. Promover os contactos culturais e o convívio social entre a comunidade portuguesa, as suas associações e outras comunidades,

8. Preservar a autonomia do movimento associativo português perante aos Estados e as organizações politicas, sindicais ou religiosas,

9. Unificar numa estrutura única o conjunto das associações portuguesas em França,

10. Reforçar os laços de amizade e promover o intercâmbio cultural com o movimento associativo em Portugal,

11. Dinamizar e renovar o movimento associativo português em França,

12. Defender e promover o ensino da língua e da cultura portuguesa.

Para mais informações, contactar :

FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES PORTUGUESAS DE FRANÇA (FAPF)
109 boulevard Henri Barbusse - (F) 78800 HOUILLES - França
Telefone : [+33] (0)8.77.54.03.32 (VoiP-LiveBox)
Fax/Sms : [+33] (0)1.39.13.94.41
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